Análise de Tendência da Sinistralidade em Municípios

Nota Técnica 01

Autor

Divisão de Estudos para Segurança no Trânsito

Data de Publicação

6 de abril de 2025

Introdução

O objetivo dessa nota técnica é apresentar uma análise de tendência da sinistralidade no trânsito em municípios do estado de São Paulo, com base em dados do Infosiga.SP. A análise se concentra em identificar tendências de aumento ou redução na quantidade de óbitos e sinistros com vítimas feridas, considerando diferentes tipos de vias e modos de transporte.

A análise de tendência foi realizada com base no método de Mann-Kendall, que é amplamente utilizado para detectar tendências em séries temporais. Observa-se que a tendência analisada nesse trabalho é apenas um norte para diagnosticar a situação da segurança viária de um município. A análise de tendência não deve ser utilizada como um indicador isolado, mas sim como parte de uma avaliação mais abrangente que considere outros fatores relevantes.

Metodologia

Tratamento dos dados

Teste de Mann-Kendall

O Teste de Mann-Kendall é um método estatístico não paramétrico utilizado para detectar tendências monotônicas em séries temporais. Por não assumir uma distribuição específica dos dados, é especialmente útil em estudos ambientais, hidrológicos e climáticos, onde os dados podem apresentar variabilidade significativa e não seguir distribuições normais.

O teste avalia se há uma tendência crescente ou decrescente ao longo do tempo, sem exigir que essa tendência seja linear. A estatística de teste é baseada no número de pares ordenados de observações em que os valores posteriores são maiores ou menores que os anteriores. A significância da tendência é avaliada por meio do p-valor associado à estatística de Mann-Kendall, permitindo inferir se a tendência observada é randômica ou não.

Um dos resultados numéricos do teste é o coeficiente Tau, que é uma medida de correlação que expressa a direção e a força da tendência em uma série temporal. Seu valor varia entre -1 e 1, onde valores próximos a 1 indicam uma forte tendência crescente, valores próximos a -1 indicam uma forte tendência decrescente e valores próximos a 0 sugerem ausência de tendência.

Resultados

Óbitos

Tendência de aumento

Tabela 1: Municípios com tendência de aumento na quantidade de óbitos
1 Período entre 2015 e 2024
Tabela 2: Municípios com tendência de aumento na quantidade de óbitos em vias municipais
1 Período entre 2015 e 2024
Tabela 3: Municípios com tendência de aumento na quantidade de óbitos em rodovias
1 Período entre 2015 e 2024
Tabela 4: Municípios com tendência de aumento na quantidade de óbitos de pedestres
1 Período entre 2015 e 2024
Tabela 5: Municípios com tendência de aumento na quantidade de óbitos de ciclistas
1 Período entre 2015 e 2024
Tabela 6: Municípios com tendência de aumento na quantidade de óbitos de ocupantes de motocicleta
1 Período entre 2015 e 2024

Tendência de redução

Tabela 7: Municípios com tendência de redução na quantidade de óbitos
1 Período entre 2015 e 2024
Tabela 8: Municípios com tendência de redução na quantidade de óbitos em vias municipais
1 Período entre 2015 e 2024
Tabela 9: Municípios com tendência de redução na quantidade de óbitos em rodovias
1 Período entre 2015 e 2024
Tabela 10: Municípios com tendência de redução na quantidade de óbitos de pedestres
1 Período entre 2015 e 2024
Tabela 11: Municípios com tendência de redução na quantidade de óbitos de ciclistas
1 Período entre 2015 e 2024
Tabela 12: Municípios com tendência de redução na quantidade de óbitos de ocupantes de motocicleta
1 Período entre 2015 e 2024

Mapas de tendência

Figura 1: Mapa da tendência resultante, considerando os óbitos
Figura 2: Mapa da tendência resultante, considerando os óbitos em vias municipais
Figura 3: Mapa da tendência resultante, considerando os óbitos em rodovias
Figura 4: Mapa da tendência resultante, considerando os óbitos de pedestres
Figura 5: Mapa da tendência resultante, considerando os óbitos de ciclistas
Figura 6: Mapa da tendência resultante, considerando os óbitos de ocupantes de motocicleta

Sinistros com Vítimas Feridas

Tendência de aumento

Tabela 13: Municípios com tendência de aumento na quantidade de sinistros com vítimas feridas
1 Período entre 2019 e 2024
Tabela 14: Municípios com tendência de aumento na quantidade de sinistros com vítimas feridas (vias municipais)
1 Período entre 2019 e 2024
Tabela 15: Municípios com tendência de aumento na quantidade de sinistros com vítimas feridas (rodovias)
1 Período entre 2019 e 2024
Tabela 16: Municípios com tendência de aumento na quantidade de sinistros com pedestres feridos
1 Período entre 2019 e 2024
Tabela 17: Municípios com tendência de aumento na quantidade de sinistros com ciclistas feridos
1 Período entre 2019 e 2024
Tabela 18: Municípios com tendência de aumento na quantidade de sinistros com ocupantes de motocicleta feridos
1 Período entre 2019 e 2024

Tendência de redução

Tabela 19: Municípios com tendência de redução na quantidade de sinistros com vítimas feridas
1 Período entre 2019 e 2024
Tabela 20: Municípios com tendência de redução na quantidade de sinistros com vítimas feridas (vias municipais)
1 Período entre 2019 e 2024
Tabela 21: Municípios com tendência de redução na quantidade de sinistros com vítimas feridas (rodovias)
1 Período entre 2019 e 2024
Tabela 22: Municípios com tendência de redução na quantidade de sinistros com pedestres feridos
1 Período entre 2019 e 2024
Tabela 23: Municípios com tendência de redução na quantidade de sinistros com ciclistas feridos
1 Período entre 2019 e 2024
Tabela 24: Municípios com tendência de redução na quantidade de sinistros com ocupantes de motocicleta feridos
1 Período entre 2019 e 2024

Mapas de tendência

Figura 7: Mapa da tendência resultante, considerando os sinistros com vítimas feridas
Figura 8: Mapa da tendência resultante, considerando os sinistros com vítimas feridas em vias municipais
Figura 9: Mapa da tendência resultante, considerando os sinistros com vítimas feridas em rodovias
Figura 10: Mapa da tendência resultante, considerando os sinistros com pedestres feridos
Figura 11: Mapa da tendência resultante, considerando os sinistros com ciclistas feridos
Figura 12: Mapa da tendência resultante, considerando os sinistros com ocupantes de motocicleta feridos

Tabela-resumo

Tabela 25: Municípios com tendência aumento de óbitos e/ou sinistros com vítimas

Conclusão

A simples análise de uma série temporal da sinistralidade no município não é suficiente para avaliar a gravidade de seu cenário, ou a tendência dessa gravidade. Os resultados aqui apresentados servem como um ponto de partida para uma análise mais aprofundada, que deve considerar outros fatores, que incluem as características locais dos municípios.